Fim de ano: o fantasma da perda de condicionamento

Por José Carlos Fernando

Fim de ano e do ciclo de provas. Então, começa a bater aquela preguiça de acordar cedo para ir treinar e, junto, a pergunta que não quer calar: “Se parar, vou perder condicionamento? ” Em quanto tempo o corredor começa a perder condicionamento? A resposta mais correta é: DEPENDE.

Nosso organismo é muito bacana e funciona de forma inteligente em todos os aspectos. Ele normalmente se adapta às situações que você impõe. Se estiver habituado a comer a cada três horas, você sentirá fome a cada três horas. Se você correr três vezes na semana, no dia da corrida ele irá se preparar para isso. Agora, se você deixa, por exemplo, de fazer seu treino de musculação duas vezes consecutivas, ele não encontrará motivo para se preparar para um “estimulo” que não acontecerá. Então, não se prepara mais. Aí, quando você volta a realizar suas séries, sente um desgaste acima do normal. Não é sensacional?

Logo, a primeira resposta à questão é sim. Você parou de realizar atividade física e o organismo vai iniciar um processo de perda de condicionamento, para se adaptar à nova situação imposta. Esta é exatamente a situação que vivemos nesta época do ano, que chamamos de “intertemporada”, quando você termina suas provas e tem umas “férias” para iniciar novo ciclo.

Já vou dizendo que este descanso é necessário (e importante!), por conta do estresse físico e emocional imposto durante todo o ano, no esporte, no trabalho etc.

Mas alguém pode questionar que quando treinamos para a realização de uma maratona, no final do ciclo, quando estamos a aproximadamente duas semanas da prova, os volumes e intensidades caem e, mesmo assim, nos saímos bem na prova. Isso realmente acontece e faz parte da preparação, a tal da “supercompensação”. Mas só acontece por que nosso organismo está recebendo uma carga grande de treinos e esse é o tempo que ele leva para se recuperar e se preparar para um novo estímulo, no caso, o evento da maratona. Na realidade, é uma estratégia onde utilizamos a nossa característica física a favor de uma melhor performance na prova.

A grande sacada que fica é que você deve, sim, realizar uma fase de diminuição nos volumes e intensidades de seu treino, mudando o foco e desenvolvendo um trabalho de manutenção aeróbia com suporte leve de musculação, exercício funcional ou Pilates.

Desta forma, você terá um organismo novinho em folha para a fase de base e performance do próximo ano.

Fonte: Revista O2

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