Joelho: lesões, principais formas de tratamento e prevenção

Por Bruno Fischer

 O joelho é uma das maiores articulações do corpo humano e também uma das que mais sofre lesões. Essa articulação é formada pela extremidade distal do fêmur, extremidade proximal da tíbia, patela, ligamentos, meniscos e tendões de músculos que o cruzam. O joelho pode ser lesionado de várias formas por ser muito vulnerável ao trauma direto (pancadas) ou indireto (entorse), além de ser lesionado principalmente pelo excesso de uso ou uso inadequado (regiões condrais e tendíneas são as mais acometidas).

Nos Estados Unidos e Canadá, mais de 4 milhões de pessoas necessitam, anualmente, de tratamento médico para as patologias do joelho. As lesões no joelho são muito comuns no meio esportivo. Atletas das modalidades que possuem corridas e/ou saltos, geralmente se queixam de dores em algum estágio de suas vidas competitivas, muitas vezes tendo que abandonar o esporte. Os atletas recreativos ou mesmo praticantes de academias, também são acometidos por estas lesões. Praticamente todas as estruturas do joelho podem ser lesionadas, neste texto daremos enfoque às lesões mais comuns: Lesões ligamentares (distensões), tendinite patelar, condromalácia patelar e lesões dos meniscos.

Lesões ligamentares

Existem quatro grandes ligamentos no joelho: Ligamento Cruzado Anterior (LCA), Ligamento Cruzado Posterior (LCP), Ligamento Colateral Medial (LCM) e Ligamento Colateral Lateral (LCL). A maior incidência de lesões ocorre no LCA e no LCM. O joelho é estável em extensão, passível de rotação axial (quando flexionado), fazendo com que essa articulação seja menos estável na flexão. Quanto às lesões, o estiramento dos ligamentos é uma das mais comuns nos tecidos moles do joelho, podendo ser classificado como:

1º Grau – Leve estiramento, com pequeno inchaço e sem perda da estabilidade. Neste caso o ligamento permanece íntegro e após o trauma o indivíduo consegue andar. A dor acontece somente no movimento e, em alguns casos, ao toque.

2º Grau – Estiramento de cerca de 50% das fibras, presença de sinais de inflamação, com grande dificuldade de movimentos, sendo a estabilidade preservada na maioria dos casos.

3º Grau – Estiramento de cerca de 75% das fibras, com presença de hematoma acentuado e perda da estabilidade, com diástase de 10mm.

4º Grau – Ruptura ligamentar total ou extração, com rompimento da cápsula e possível ruptura de menisco, consistindo-se em uma lesão grave.

 

Distensão do ligamento cruzado anterior (LCA)

A ruptura isolada do LCA pode acontecer, porém geralmente, é mais comum que esse ligamento seja danificado junto com outros ligamentos e/ou cornos posteriores de menisco. O mecanismo básico da lesão do LCA envolve a hiperextensão do joelho, como por exemplo, um golpe direto na parte frontal do fêmur com o pé fixo no chão.

O LCA também se distende em atividades que exigem mudanças rápidas de direção como no futebol, handebol e basquete (momento da “finta” ou em freadas rápidas, arrancadas) e em esportes de salto quando não acontece uma aterrissagem firme.

Durante a reabilitação deve-se evitar alongamentos agressivos dos músculos isquiotibiais e os exercícios devem ser executados inicialmente com os joelhos ligeiramente flexionados.

Os exercícios de cadeia cinética fechada são mais indicados. O fortalecimento dos isquiotibiais é de suma importância, uma vez que eles ajudam na estabilização do joelho. Atualmente a reabilitação desse tipo de lesão tem sido feita utilizando o agachamento como principal exercício, pois durante sua execução não existe forças tensionais significativas no LCA. Isso se deve em parte pela moderada ativação dos isquiotibiais que ajudam a aliviar a tensão no LCA devido ao mecanismo de co-contração.

O interessante é que à medida em que se aumenta o ângulo de flexão de joelhos aumenta-se a contração dos isquiotibiais, fazendo com que o agachamento profundo possa ser utilizado em estágios mais avançados de recuperação. A frouxidão ligamentar do LCA lesionado pode ser controlada em exercício de cadeia cinética fechada (ECCF), mas não em exercício de cadeia cinética aberta (ECCA). Durante o agachamento a maior compressão no LCA acorre nos ângulos menores que 50 graus.

 

Distensão do ligamento colateral medial (LCM)

Uma das lesões mais comuns no esporte. Geralmente é resultante de uma força externa direcionada ao aspecto lateral do joelho, ou seja, ocorrem muitas vezes por trauma na face lateral (externa), sendo relacionada a esportes como o futebol, judô, karatê, etc. O tratamento consiste em fortalecer todos os músculos que cruzam a articulação dos joelhos (quadríceps, isquiotibiais, adutores e abdutores),  após a interrupção do quadro de dor.

 

Distensão do ligamento cruzado posterior (LCP)

Distensões nesse ligamento são pouco comuns no meio esportivo e geralmente outras estruturas são afetadas. A hiperextensão do joelho é o mecanismo mais comum dessa lesão, geralmente ocasionado por trauma direto na região anterior da parte superior da coxa. No tratamento deve-se focalizar o quadríceps, uma vez que esse músculo fortalecido tende a deslocar anteriormente a tíbia, revertendo assim o sinal de gaveta posterior. A força dos músculos posteriores da coxa deve ser estabelecida espontaneamente sem exercícios específicos.

É importante o alongamento dos isquiotibiais, mas sempre tendo os devidos cuidados para não hiperestender o joelho lesionado. O fortalecimento do quadríceps deve ser priorizado com exercícios de cadeia cinética aberta (ex: cadeira extensora), mas em fases posteriores da reabilitação, os exercícios de cadeia cinética fechada, como agachamentos, podem ser introduzidos, porém deve-se ter cuidado com a angulação, pois à medida em que se aumenta o ângulo de flexão, aumenta-se a tensão neste ligamento, sendo seguro trabalhar em ângulos menores que 50 / 60º.

 

Tendinite patelar (“joelho de saltador”)

A dor na região infrapatelar é mais comum nesse tipo de lesão, porém outros fatores podem ocasioná-la:

  • Lesões da patela, como osteocondrite;
  • Patela com fratura de esforço ou polo inferior alongado e proeminente;
  • Hipertrofia do corpo adiposo infrapatelar;
  • Bursite ou doença de Osgood-schlatter.

 A tendinite patelar está associada com mais frequência a atividades repetitivas. Ela foi primeiramente descrita em atletas de salto em altura (daí o nome de joelho de saltador) mas é quase igualmente endêmica em jogadores de basquete e vôlei. Além de atividades que envolvam saltos, atividades de corrida também costumam exacerbar esse quadro. A dor da tendinite patelar normalmente é de fácil localização, e acomete geralmente o polo inferior da patela, ou mais raro sua borda superior. No tratamento, o primeiro passo é a diminuição dos sintomas, e isso deve ser feito interrompendo as atividades que causem dor.

Tratamentos com gelo, medicamentos, anti-inflamatórios e exercícios isométricos do quadríceps são iniciados imediatamente e continuados até que os sintomas desapareçam. Deve-se fortalecer e alongar o quadríceps e os alongamentos devem ser feitos pelo menos 4 vezes por dia, ao acordar, antes e depois das atividades físicas e antes de dormir. Durante o alongamento recomenda-se um mínimo de 20 segundos de manutenção da posição por 2 ou 3 séries. Os exercícios isotônicos e com mais cargas podem ser realizados assim que os sintomas de dor tiverem cessado e também não surgirem durante a execução.

Condromalácia patelar (“joelho de corredor”)

A condromalácia patelar é uma lesão da cartilagem patelar devido à degeneração prematura, com amolecimento, fibrilação e aspereza dessa estrutura, nas quais, são semelhantes às relacionadas com a osteoartrite. A condromalácia pode ocorrer devido a trauma direto com consequente dano condral, ou resulta de qualquer condição que interfira com os movimentos patelofemorais habituais, tais como variações anatômicas anormais. Essas variações podem ser causadas pelo aumento do ângulo Q, patela alta, insuficiência do vasto medial, oblíquo e desequilíbrios articulares. Esta lesão é mais comum em mulheres (devido principalmente ao aumento do ângulo Q) e ocorre prioritariamente em atividades como balé, corridas, ciclismo, voleibol, etc.

A dor é descrita como profunda e localizada na região retropatelar e pode ser sentida ao subir e descer escadas, em atividades prolongadas, após ficar muito tempo com os joelhos flexionados e ao agachar-se para pegar um objeto no chão. Em movimentos de flexão dos joelhos a dor é acompanhada de crepitação retropatelar facilmente audível ou sentida com a mão por cima da patela. O principal sinal para um diagnóstico consiste em mover a superfície da patela contra o fêmur. O tratamento é conservador, muito parecido com o utilizado no procedimento da tendinite. Estimular o repouso evitando atividades que provoquem a dor patelar, como correr, saltar, andar em salto alto e exercícios que promovam a flexão do joelho (ex: ciclismo e subir escadas).

A base do tratamento é constituída de exercícios que fortaleçam o quadríceps, principalmente o vasto medial oblíquo (VMO). Apesar de ser necessário o fortalecimento prioritário do VMO, dificilmente essa musculatura pode ser isolada e fortalecida individualmente. Um estudo conduzido em 1999 comparou a ativação do vasto medial oblíquo com o vasto lateral, vasto intermédio e reto femoral em 9 exercícios diferentes, os pesquisadores demonstraram não haver diferenças significativas entre os músculos, concluindo então que o VMO não pode ser isolado durante os exercícios.

É recomendado que se realize exercícios isométricos para o quadríceps, pois não aumentam a dor, fortalecem e envolvem movimento mínimo da patela. Já os exercícios de flexão de joelhos, tais como agachamentos, são indicados, mas implicam em uma sobrecarga muito grande sobre a articulação patelofemoral e resultam em exacerbação dos sintomas. Apesar de a tensão patelofemoral aumentar concomitante à flexão do joelho no agachamento, devemos ter em mente que o agachamento profundo, mesmo realizado com poucas repetições e muita carga, é menos deletério que atividades cíclicas de longa duração, pois na verdade o maior problema da condromalácia está no alto volume dos treinos. Outro fator importante neste tipo de lesão é o fortalecimento e alongamento dos isquiotibiais, flexores do quadril e abdutores.

Lesões de meniscos

Cada um dos compartimentos laterais e mediais do joelho contém um menisco fibrocartilagíneo em forma de meia-lua e de consistência amolecida. Os meniscos ajudam a aumentar a congruência articular, estabilizam a articulação, absorvem choques e limitam movimentos anormais, além de ajudar na nutrição articular e na lubrificação da cartilagem. Os atletas de final de semana são os principais candidatos às lesões dos meniscos devido ao condicionamento físico inadequado. A cartilagem pode sofrer ruptura na direção horizontal ou longitudinal, sendo esta última mais comum. Quando a lesão é grande o suficiente, atingindo longitudinalmente desde o corno anterior até o posterior, é denominada de “alça de balde” e o fragmento interno pode se deslocar e assim produzir um bloqueio articular.

Em pacientes com ampla ruptura de meniscos deve ser realizada a meniscectomia, mas quando ocorrida na inserção vascular periférica, o menisco pode ser recuperado. Geralmente o tratamento visa aumentar a força do quadríceps, dos flexores e abdutores do quadril e deve ser combinado com exercícios para alongar os isquiotibiais e panturrilhas.

Existem especulações quanto à sobrecarga a estas estruturas causada pelo agachamento. Estudos demonstram que o pico de força compressiva no agachamento profundo varia de 550 a 7928N, mas nenhum estudo consegue demonstrar o quanto as estruturas articulares e meniscos podem suportar. A partir de observações empíricas podemos avaliar que provavelmente os meniscos suportam bem mais que isso, basta observarmos que os jogadores de voleibol (ou outros esportes de salto) dificilmente têm lesões nos meniscos, mesmo tendo forças (durante os treinamentos e competições) compressivas atuando nessas estruturas bem acima das encontradas no agachamento profundo.

Terapia com frio e calor como forma de tratamento e prevenção de lesões

Atualmente as terapias com frio e calor têm sido muito difundidas na reabilitação de lesões, sem contar que, e a terapia com frio ainda pode ser utilizada na prevenção.

Crioterapia (aplicação de gelo):

Crioterapia (crio = gelo, terapia = tratamento) é o nome que se dá ao tratamento à base de gelo, usado há muitos anos como agente terapêutico. Sua principal aplicação está no tratamento imediato de lesões no esporte, na qual serve para resfriar os tecidos profundos pela vasoconstrição, reduzindo assim as hemorragias. Atualmente a crioterapia tem sido utilizada como meio preventivo para lesões, sendo comumente usada pelos principais clubes e atletas competitivos. A somação do estresse nos tendões e estruturas articulares pode promover uma deficiência nutricional nessas regiões com consequente isquemia local, e a aplicação de gelo nessas regiões promove uma hipotermia, reduzindo assim os níveis metabólicos e evitando reações de hipoxia secundária, que com certeza levaria a dor e incapacidade funcional.

A hipotermia causada pelo resfriamento articular também favorece a agregação molecular de líquido sinovial aumentando assim a sua viscosidade, na qual é um dos fatores determinantes na proteção da cartilagem articular.

Os principais efeitos fisiológicos da crioterapia são: Anestesia, redução da dor, redução do espasmo muscular, estimula o relaxamento, redução do metabolismo local, redução da inflamação, redução da circulação com posterior estimulação, redução do edema e quebra do ciclo dor-espasmo-dor.

Dicas para o uso do gelo:

1- Uso imediato nas contusões – reduz o edema e alivia a dor.

2- Aplicar gelo em qualquer traumatismo ou contusão. Ex: Lesões musculares (contraturas, distensões), lesões articulares (entorses, lesões nos ligamentos), tendinites, hematomas, etc.

3- É recomendado que a aplicação dure no máximo 30min, sendo que na maioria das regiões 20 min já são o suficiente.

4- Nas primeiras 24 horas das lesões mais importantes use gelo por meia hora a cada duas horas.

5- Evite pegar no sono enquanto aplica gelo.

Contraindicações:

O gelo não deve ser usado em caso de redução do suprimento sanguíneo (ex: Doença vascular periférica), também é contra indicado no caso de artrite pois, aumenta a rigidez articular.

Termoterapia (aplicação de calor):

O calor terapêutico tem efeito trófico, promovendo a vasodilatação das arteríolas e capilares melhorando o metabolismo da nutrição dos tecidos, aliviando a dor e aumentando a flexibilidade dos tecidos músculo-tendíneos, além de diminuir a rigidez da articulação, melhorar os espasmos musculares e aumentando a velocidade e volume circulatório do sangue. Geralmente a terapia com calor é utilizada em lesões crônicas, ao contrário do frio que é utilizado em lesões agudas.

Contraindicações:

Não aquecer regiões do corpo que estiverem anestesiadas, edemaciadas, inflamadas, feridas com sangramento, áreas com tumores, sobre os testículos, e sobre o abdômen de gestantes.

Estalos

A articulação pode apresentar estalidos como de vácuo que, geralmente, não tem nenhum significado e são comuns em articulações com hipermobilidade. Estalidos podem ser ouvidos e sentidos em torno das articulações, conforme tendões ou ligamentos deslizam sobre proeminência óssea, mas geralmente ele não tem significado clínico. No caso de dor, os estalidos pode indicar lesão no menisco.

Considerações Importantes

  • Durante o agachamento o estresse na articulação patelofemoral aumenta quando o ângulo de flexão aumenta.
  • As forças compressivas são maiores no agachamento realizado com as pernas mais afastas (afastamento esse de 2 x a largura da espinha ilíaca) do que com as pernas mais próximas (pés da largura da espinha ilíaca).
  • O agachamento deve ser feito de forma lenta e controlada na fase excêntrica, uma vez que esse movimento de descida feito de forma rápida e descontrolada aumenta muito as forças nas estruturas do joelho.
  • O pico de força e o estresse na articulação patelofemoral foi observada com 90 graus de flexão do joelho.
  • O agachamento é considerado mais efetivo do que o leg press para o desenvolvimento muscular, porém deve ser usado cautelosamente em indivíduos com disfunções do LCP e patelofemoral, especialmente em ângulos acentuados de flexão.
  • A maior ativação dos músculos da coxa acontece no agachamento.
  • O vasto medial oblíquo não pode ser isolado de forma significativa durante os exercícios. Um estudo feito em 1998 no Instituto Americano de Medicina esportiva chegou às seguintes conclusões: O agachamento gera 2 vezes mais atividade dos isquiotibiais do que o leg press e a cadeira extensora. A maior atividade do quadríceps acontece na máxima flexão dos joelhos em ECCF e na máxima extensão em ECCA. ECCA produziu maior ativação do reto femoral enquanto o ECCF produz maior ativação dos vastos. As forças compressivas tibiofemorais foram maiores na máxima flexão dos joelhos em ECCF e na máxima extensão em ECCA. As compressões patelofemorais foram maiores na máxima flexão dos joelhos em ECCF e na máxima flexão e na metade da extensão em ECCA.

Conclusões

  • A maioria das lesões podem ser evitadas apenas utilizando medidas preventivas.
  • Uma musculatura forte e com boa flexibilidade ajudam na estabilização dos joelhos e outras estruturas em geral. – Aplicação de gelo nas articulações é mais utilizada após a sessão de treino.
  • A crioterapia é uma medida preventiva de grande valia e tem sido indicada por grandes treinadores e profissionais de saúde.
  • A partir do entendimento dos conteúdos listados acima, podemos sugerir que a utilização de exercícios de cadeia cinética fechada são os mais indicados, principalmente o agachamento.  Além de ter uma maior ativação muscular, ele também é um exercício extremamente funcional, pois utilizamos movimentos parecidos a todo instante, por exemplo no momento de pegar um objeto no chão. Infelizmente esse excelente exercício não é bem visto por muitos “profissionais”, mas isso se deve ao fato de estarem desatualizados ou mesmo não terem domínio dos princípios que norteiam o treinamento desportivo. Com um treinamento bem elaborado, utilizando devidamente a recuperação e principalmente uma boa técnica de execução, o agachamento pode favorecer indivíduos saudáveis ou mesmo com joelhos lesionados.

Fonte: http://www.gease.pro.br/

12 respostas para Joelho: lesões, principais formas de tratamento e prevenção

  1. Emmanuel disse:

    Olá, Dr. Boa tarde.

    Fiz este mês uma ressonância magnética e deu como principal resultado, esta resposta:

    MÍNIMO ESPESSAMENTO DA PORÇÃO PROXIMAL DO LIGAMENTO COLATERAL MEDIAL SEM ALTERAÇÃO DE SINAL SIGNIFICATIVA QUE PODE ESTAR RELACIONADA A LESÃO CRONICA NA DEPENDÊNCIA DE CORRELAÇÃO CLÍNICA.

    Acontece que em 2008, tive uma torção do joelho esquerdo e na época, só fui na emergência e o médico analisou o joelho com análise física, fazendo movimentos com o joelho, sem exame. Passou gelo e anti-inflamatório, mas depois com o tempo, sentia uma pequena dor na parte do ligamento colateral medial. Quando resolvi fazer academia, fui antes a um ortopedista e foi constatado rompimento parcial do colateral medial através de ultrassom e porteriormente, uma ressonância que acusou condropatia incipiente. Fiz 20 sessões de fisio e tomei um diprospan e passei a fazer fortalecimento muscular e tomei 20 sachês de um remédio feito em farmácia de manipulação para a condropatia incipiente.. Depois de um tempo, não fiz mais fortalecimento e comecei a ter falseios no joelho e senti-lo com um incômodo quando ficava muito tempo em pé ou quando dobrava o joelho, tipo cruzando as pernas com o joelho esquerdo de lado e em cima do outro. Fui a outro médico e este só passou outro Diprospan. Agora este mês fiz a ressonância com a conclusão acima mencionado e o médico disse que fizesse fortalecimento muscular por um período de três meses e retornasse para ver se iria precisar de uma artroscopia, caso não melhore. Fui vetado também de correr. Gostaria de saber sua opinião sobre o meu caso e se concorda com o diagnóstico e se pode explicar melhor o resultado. Desde já, agradeço antecipadamente.

    • marceloscorrendo disse:

      Caro Emmanuel,

      Gostaria de poder ajudá-lo com informações técnicas abalizadas, mas infelizmente não possuo qualificação para tal, pois não sou médico, apenas um interessado no assunto.

      Só o que posso te oferecer é um pouco da minha experiência pessoal sobre lesões no joelho.

      Em 1984, aos 21 anos, sofri uma forte torção no joelho esquerdo numa pelada de futebol. O joelho inchou muito na hora e a dor foi quase insuportável.
      Para piorar eu era atleta e estava às vésperas da competição mais importante do ano. E o meu treinador já tinha me recomendado para ficar longe das peladas.

      Procurei um ortopedista que na sua análise clínica, sem sequer pedir uma radiografia para melhor avaliação, me sentenciou que eu teria que ser urgentemente submetido a uma cirurgia.

      Duvidei da sua avaliação e procurei um outro especialista. Esse, por sua vez, só deu o diagnóstico após estar com a radiografia na mão. Disse-me que a lesão
      não era de maior gravidade e me deu duas opções: fazer infiltração com corticoides ou tratar pelo método tradicional com a administração de analgésicos, anti-inflamatórios e bastante fisioterapia.

      Disse-me que os corticoides eram substâncias anti-inflamatórias potentes, que poderiam agilizar a recuperação do joelho, mas salientou que o método tradicional era mais seguro, apesar de ser mais lenta a recuperação, pois em alguns casos os corticoides mascaravam excessivamente a dor, o que poderia me levar a fazer movimentos inadequados que poderiam agravar a lesão do joelho. As desvantagens do método tradicional eram que eu ia ficar mais tempo mancando, afastado das atividades físicas, e mais vulnerável às dores da recuperação.

      Fiquei cerca de 45 dias em recuperação. Perdi a competição, mas nunca tive qualquer problema posterior com esse joelho.

      Recentemente descobri as competições master e retomei as atividades de atletismo, depois de muitos anos afastado, e voltei a treinar as provas que eu fazia na juventude: 110 metros com barreiras, saltos em distância e triplo. E lesionei o joelho da minha perna de impulsão, que é a direita. Voltei a me interessar pelo assunto e descobri, após consultar vários especialistas e ler bastante sobre o tema, que a melhor solução para o meu caso era fazer algo que eu nunca gostei: musculação; aliás, bastante musculação para fortalecer quadríceps e isquiotibiais.

      O que eu posso te passar da minha experiência é que você não deve aceitar a primeira orientação médica que receber; nem a segunda, nem a terceira. Cerque-se de todas as informações e precauções que puder para tomar a decisão correta para o seu caso. E invista pesado na musculação. Torço para que seja o melhor remédio para o seu caso. Está sendo para mim.

      Um forte abraço e boa recuperação.

      Marcelos França

      • Emmanuel disse:

        Olá, Marcelo. Obrigado pelo seu relato e opinião. Então, também nunca aceito a opinião de um só médico. Como já estou de posse da Ressonância Magnética, irei em outros especialistas. Mas já estou também convicto de que terei que frequentar sempre a Musculação. Isso já coloquei na cabeça, até já estou vendo o lado bom da coisa. rsrsrsrsrsrs. Então, obrigado mais uma vez e espero que você fique forte o bastante para fazer suas atividades que mais gosta.

  2. gabriel disse:

    olá eu jogo bola toda vez qui eu do um chute na bola com a perna direita começa doer o joelho oke sera k pode ser

  3. yasmin disse:

    nossa ele me ajudou muito sabia🙂 só que ñ kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  4. Regina disse:

    Caminhada e bom pra ligamento cruzado?

    • marceloscorrendo disse:

      Cara Regina.

      Apesar de ser um interessado no assunto, por ter sofrido um tendinopatia do quadríceps, que foi inicialmente diagnosticada (erroneamente) por um ortopedista como condropatia patelar, infelizmente não sou habilitado profissionalmente para responder ao seu questionamento.

      Transcrevi em meu blog o artigo em tela como forma de suscitar esclarecimentos básicos sobre o tema

      Espero que você encontre resposta para a sua dúvida.

      Marcelos França

  5. Cintia disse:

    Boa noite
    O que é espessamento sinovial periligamentar no joelho?

  6. Valdeir Busca disse:

    tive um derrame articular na fossa poplitea o tratamento com corticoide e eficaz

  7. Adriany disse:

    Bom dia!

    Quando tinha 19 anos fiz uma ressonância que indicou condropatia nivel 1 e cisto de backer no meu joelho direito, depois disso fiz o tratamento para melhorar a dor e depois voltei para academia e esportes.
    Agora tenho 25 anos e tinha começado o crossfit, toda vez que eu pulava ou corria no outro dia estava sentindo o joelho, só que agora os dois, fiz outro exame de ressonancia e no joelho direito apareceu uma discreta bursite infrapatelar e no esquerdo, que nunca teve nada, tinha um discreto derrame articular.

    Não entendi pq dessa vez não apareceu a condropatia, pois até onde eu sei ela não tem volta, é possível que tenha se recuperado. Quando melhorar a dor é possível que eu faço exercícios como agachamento normalmente?

    • marceloscorrendo disse:

      Adriany, não posso responder ao seu questionamento por não ter habilitação profissional para tal. Sou simplesmente um atleta praticante de 110 metros com barreiras e salto em distância, e há cerca de quatro anos sofri uma lesão no joelho direito, inicialmente diagnosticada como condropatia patelar. Somente após um ano de tratamento ineficaz para a volta às competições, e após consulta a um novo ortopedista, é que descobri que na realidade eu tinha uma tendinopatia de quadríceps. O que eu posso te passar da minha experiência é que você não deve aceitar a primeira orientação médica que receber; nem a segunda, nem a terceira. Cerque-se de todas as informações e precauções que puder para tomar a decisão correta para o seu caso. E invista pesado na musculação. Espero que consiga reverter o seu quadro e obter a recuperação definitiva para o seu joelho.

  8. Muito bom o seu esclarecimento.

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