XIII Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro

Dia 6 de setembro de 2009. Finalmente chega a data tão esperada da minha primeira meia maratona. Com o céu totalmente encoberto, as ruas ainda com poças d´água devido à incessante chuva da madrugada, e temperatura  que variou dos 23 aos 26  graus naquela manhã, nós, que corremos a meia do Rio 2009, não tivemos que lidar com o sol de rachar de versões anteriores da corrida, mas em contrapartida enfrentamos um clima bastante abafado, sem uma brisa sequer, e com umidade do ar acima dos 70%.

Mas o saldo da balança foi positivo, sobretudo para mim, que estava debutando na distância e estava ciente de que se o astro-rei desse o ar de sua graça a prova não seria tão tranquila.

Antes de outros comentários sobre a prova, cabe citar que o Rio de Janeiro continuava lindo, com sua belezas naturais de encher os olhos de qualquer visitante, aliado ao seu povo alegre, comunicativo e acolhedor. O Rio só não estava mais bonito porque o sol se escondia por trás das nuvens, mas era exatamente isso o que desejava cada um dos que se aventuraram a realizar a prova.

Fiquei alojado no CEP-Forte Duque de Caxias, no Leme, em ótimas instalações, num local privilegiado para esperar pelo dia “D” e próximo da arena de apanha do kit. Fiquei ainda mais satisfeito quando o Talban, companheiro de turma da AMAN  e então Subcomandante do CEP, informou que havia vaga para mim na Van do CEP que levaria os corredores do Forte ao local de largada da prova. Fiquei contente também em saber que teria a companhia desse grande amigo na corrida, e que poderia contar com a sua experiência de participação na meia do Rio de 2008.

Chegamos no local da largada antes das 08:ooh. Aos poucos a arena foi sendo preenchida pela galera que chegava para a corrida. Por uma rara coincidência, reencontrei o triatleta Augusto Maciel, com quem servi no Colégio Militar de Porto Alegre e que tem alcançado ótimos resultados em seu esporte. Recentemente  foi o vice-campeão do Ultraman Canadá 2009, uma das provas de triathlon mais duras do mundo. No meio da multidão, também encontrei e troquei algumas palavras com o Paulo Massa, criador do blog www.e-corredor.com.br, uma excelente fonte de informações e experiências sobre os diversos meandros das provas de rua, e que vem sendo para mim de grande valia desde que entrei no mundo das corridas.

Chegando o horário previsto para a largada, estava conversando com o Paulo, questionando sobre a veracidade do que eu tinha ouvido, de que a prova só teria seu início liberado quando o helicóptero da Rede Globo, patrocinadora do evento, sobrevoasse o local.  Quase como uma resposta à minha indagação, surgiu o famigerado helicóptero e em seguida foi dada a largada da corrida.

Quase 20 mil corredores iniciaram tranquilamente seus passos em direção ao pórtico de largada. Eu e o Talban demoramos mais de 15 minutos para cruzar o tapete eletrônico que delimitava o início da corrida. Começamos num ritmo tranquilo, encaixotados pela multidão que nos circundava, compatilhando aquele indescritível momento. Eu estava eufórico, iniciando a minha primeira meia maratona, e me lembrei de outra corrida tão marcante quanto aquela, quando corri a minha primeira São Silvestre, há menos de 9 meses, em companhia do Cesar, também num dia em que o sol se escondeu por completo por trás das nuvens, facilitando a vida de todos os corredores.

Subimos lentamente a Niemeyer e passamos pela entrada da Rocinha, onde vários populares saudavam e incentivavam os que passavam. Fomos vencendo a distância e finalmente chegamos ao Leblon, já na altura do Km 4. Lá estava o mar, à nossa direita, imponente, mas sem lançar nenhuma brisa sobre nós. Passamos por Ipanema, Copacabana e finalmente chegamos na Av. Princesa Isabel.

Quando cheguei no Túnel de Copacabana, me dei conta que restavam menos de 10 Km para o o final da prova. Estava ciente que esse seria o trecho mais difícil da corrida, em que o cansaço se faria presente com mais força. Estava confiante na preparação que havia feito nos últimos meses, mas ao mesmo tempo preocupado quanto à efetividade da recuperação da minha lesão no sóleo da panturrilha esquerda, desde a Mizuno 10 milhas, há pouco mais de um mês.

Fui me hidratando e molhando a cabeça em todos os postos de água. Tomei meu segundo GU Gel no Km 15. O sol continuava escondido por trás das nuvens, mas em contrapartida o abafamento era tão grande que eu estava encharcado de suor.

Logo após o Km 17, passei por uma moça que, na beira da pista, chorava inconsolável por conta de alguma cãibra ou lesão, já que estava mancando de uma perna, amparada por outro corredor. Além da dor que sentia, devia estar chorando também pela frustração de ter que abandonar a prova.

Fui avançando e finalmente me aproximei da chegada da prova, quando resolvi dar um sprint final faltando uns 50 metros. Foi quando senti uma dolorida contração na panturrilha direita, prenunciando uma cãibra. Reduzi imediatamente e percorri cauteloso aqueles metros finais, evitando maiores problemas.

Cheguei cansado, mas exultante de ter vencido mais um desafio na minha senda de corredor. Parei para fazer um rápido alongamento e me dei conta de que estava tão empapado de suor que parecia que eu tinha acabado de sair de um mergulho no mar, de roupa e tudo.

Peguei meu lanche, minha tão desejada medalha e fui terminar meu alongamento.

RESUMO:

Tempo Final: 2:18:07

Classificação Geral Cat Masc: 6.492 de 9.430 (68,8%)

Tênis: Adidas Adizero Ace

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Flash da corrida

Com equipe de corredores do CEP

Com a equipe de corredores do CEP

Com o amigo Talban

Com o Pedro e o Talban

Com o Augusto Maciel

Com o Augusto Maciel

Com o Paulo Massa

Com o Paulo Massa

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