85. CORRIDA DE SÃO SILVESTRE
Coroando o ano de corridas, não há melhor prova, nem mais esperada, do que a tradicional São Silvestre (SS).
Quase não me inscrevi, por conta de dúvidas no planejamento pessoal para a virada do ano. Fui empurrando com a barriga, e finalmente preenchi o cadastro on-line no último dia destinado à inscrição pela organização da prova.
Quando finalmente, alguns dias depois, foi disponibilizado o meu número de peito, 21.238, fiquei surpreso, pois havia a previsão de um limite máximo de 20 mil corredores a serem inscritos na prova. Pelo regulamento da prova, as inscrições seriam disponibilizadas até o último dia estipulado, ou até que fosse atingido o número limite de atletas inscritos.
Pude supor então que até a véspera da data limite não havia 20 mil inscritos, e que o excesso se dera pela quantidade de inscrições no último dia. Lembrei daquele velho ditado nacional de que brasileiro sempre deixa tudo para o último dia. E fiquei feliz pela sorte de ter conseguido me inscrever “no apagar das luzes”.
Parti para Sampa na véspera da corrida, a fim de pegar o kit da prova, ficando alojado no Hotel de Trânsito do CPOR. Tenho preferido me alojar lá, não só pelas excelentes instalações e diária em conta, mas também pela proximidade do metrô (a cerca de 10 min a pé da estação Santana) que permite me deslocar com facilidade em São Paulo.
Após me alojar, vi que tinha pouco mais de uma hora e meia para pegar o kit. Valendo-me do metrô, desci na Estação Conceição, e caminhei uns 20 min até o Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, local da entrega do kit.
Na saída do ginásio, dois rapazes, que também tinham acabado de pegar o kit, puxaram assunto comigo, comentando que seria ótimo se no dia seguinte o tempo também estivesse nublado, como naquele momento. Concordei. Curioso, pelo sotaque diferente deles, perguntei de onde eram. Responderam que eram natalenses e que tinham vindo com suas esposas e grupo de amigos passar o reveillon em Sampa, aproveitando também para participar da São Silvestre. Comentei que também era potiguar e que fazia mais de 10 anos que não aparecia na terrinha. Seguimos conversando até perto do metrô, onde nos despedimos com votos de boa corrida para todos. É sempre uma feliz coincidência encontrar conterrâneos, particularmente em momentos como aquele.
No dia seguinte, a rotina foi um pouco diferente de outras corridas que participei no ano, pois a maioria esmagadora delas teve largada às 08:00h. Com a largada da SS à tarde, pude assistir filme até tarde e acordar sem maiores preocupações com o horário. Com mais calma, fui à rodoviária comprar antecipadamente a passagem de volta para Campinas e voltei ao hotel para me “concentrar” para a corrida.
No horário planejado, segui em direção à Av. Paulista. No metrô, mais corredores embarcavam a cada estação, e dentre eles um me chamou a atenção pela sua vivacidade e alegria, sentando num banco próximo ao meu. Tratava-se de um “jovem senhor”, trajado com camiseta e calção do São Paulo Futebol Clube. Inquieto, puxei assunto com ele, e ali fiquei conhecendo o Seu Osvaldo, também conhecido por Zagalo, por sua semelhança com o famoso técnico de futebol. Disse-me que já tinha perdido as contas de quantas SS já tinha corrido e foi me contando a sua longa vivência em corridas de rua, até chegarmos na Av. Paulista, onde nos separamos com votos recíprocos de sucesso na corrida. Uma figuraça, que no alto dos seus 70 anos de idade é, com certeza, um grande exemplo a ser seguido pelos mais jovens, na busca da saúde e da alegria de viver.
Fui me posicionar para esperar a largada, e aos poucos, digo, “aos muitos” foi crescendo a multidão de corredores que participariam do grande evento.
O clima, indiferente à torcida de todos, não estava dos mais apropriados para a corrida: quente, abafado e com poucas nuvens. O sol estava ali, bem presente, mostrando a todos que tinha vindo para ficar e nos acompanhar por todo o trajeto. Senti que teria uma grande desafio pela frente, mas isso só aumentava a minha satisfação em estar ali.
Naquele momento, não éramos mais uma simples multidão. Éramos quase que uma confraria, de mais de 25 mil pessoas (incluídos vários corredores não inscritos) com um mesmo e grande objetivo. Alegres, eufóricos e ansiosos pela sirene de largada. Só quem já participou de um evento dessa magnitude conhece o sentimento único que se apodera de tantas pessoas, das mais diversas idades, origens, histórias de vida e recantos do país, tão diferentes e ao mesmo tempo tão irmanadas, envolvidas e motivadas pela grande festa qua já se iniciara algumas horas mais cedo, com a chegada dos primeiros corredores na Av Paulista, em busca de melhores posições de largada.
E finalmente, largamos em direção ao pórtico e início dos 15 Km de asfalto mais populares e desejados pelos amantes da corrida tupiniquins.
Como era a minha segunda SS, eu já estava com a ousadia, quase soberba, de me sentir um corredor experiente em São Silvestres. Já não me preocupava mais com o sol que nos acompanharia, com o cansaço que viria no decorrer da prova, e nem com os 2 Km de subida da Brigadeiro no final da corrida. Já tinha vencido tudo isso antes e conhecia as minhas possibilidades e aprendido a não estendê-las a situações-limite. Mas essa experiência foi adquirida sobretudo nas muitas provas por mim realizadas nos 12 meses que separaram as duas SS. Agora, já sabia a velocidade que deveria imprimir para que a corrida me fosse agradável, mas sem perder a pretensão e o foco em fazer uma boa prova. E uma boa prova para mim naquela dia significava prioritariamente chegar bem, com o coração batendo num ritmo confortável, com a respiração controlada e com os músculos íntegros após cerca de cem minutos de corrida. O tempo de prova teria sua importância relativa, mas havia aprendido, com o acúmulo de corridas e treinos em minha bagagem, a considerá-lo apenas como uma mera consequência, e não como uma meta. E essa consciência veio principalmente após a corrida Mizuno 10 milhas, em que “voei baixo” para as minhas possibilidades musculares, que se traduziram em um ótimo tempo, que naquela época eu encarava como meta, mas que me cobraram com uma lesão na panturrilha, que me abateu momentaneamente e me custou horas de fisioterapia e o dissabor de ficar quase um mês sem correr.
Depois de ler e reler o NUNO COBRA, em seu ótimo “A Semente da Vitória” e nos seus artigos publicados na revista O2, e ainda pela experiência por mim vivida, finalmente me convenci de que somente os corredores profissionais devem valorizar a busca insana e desenfreada em baixar tempos e melhorar índices. Afinal, além de ser o ganha-pão deles, tais corredores possuem condições orgânicas diferenciadas, treinamentos supervisionados por profissionais especializados, alimentação e sono rigorosamente controlados e preparação espartana para as suas provas. Mas apesar de tudo isso, ainda me questiono sobre o efeito a longo prazo que esse esforço de correr no limite causará em seus músculos e corações. Será que terão uma velhice tão espetacular quanto as suas marcas?
Voltando à SS, o desfecho da corrida foi dentro do planejado. No final, me senti como um poderoso queniano, cruzando a linha de chegada em primeiro lugar. E junto comigo, outros vinte mil primeiros lugares, cada um com suas histórias pessoais de superação e o desejo incontido de nos encontrarmos novamente em uma próxima corrida. E continuarmos sempre legítimos AMANTES DA CORRIDA.
RESUMO:
Tempo Final: 1:37:00.00
Classificação Geral Cat Masc: 8.823 de 14.923 (59,1%)
Tênis: Asics Nimbus 11
Link para resultados: http://www.yescom.com.br/saosilvestre/2009/portugues/index.asp
Link para o vídeo de chegada: www.webrun.com.br/fotos/commerceft/videos/mostraembed/?idVideo=PGlPKg%2FWBQ0k07P7EtTsd7SJ4EvYpuQV2NE3iiP7l%2BA%3D”></iframe>
OS BENEFÍCIOS DA CORRIDA
Extraído da Revista Vida Natural
Formação da massa óssea: o impacto causado pela corrida induz à mineralização dos ossos, fortalecendo-os e contribuindo para a prevenção da osteoporose.
Aumenta a capacidade respiratória: quando corremos, inspiramos e expiramos de forma mais intensa, exigindo mais dos pulmões. A maior capacidade pulmonar reduz o trabalho do coração na realização de um esforço físico, além de auxiliar na prevenção de doenças respiratórias.
Fortalece o sistema cardiovascular: exercícios aeróbicos (como a corrida) favorecem o aumento da elasticidade e do poder de contração das artérias. Mais forte, o coração é poupado, pois é capaz de bombear mais sangue com menos batimentos cardíacos.
Diminui o colesterol ruim: a prática de exercício físico trabalha contra a formação do LDL e aumenta os níveis do colesterol bom, o HDL, reduzindo a probabilidade de problemas coronários.
Melhora a tonicidade muscular: amplia o grau de firmeza dos tecidos musculares, que se revelam com mais vigor e energia, contribuindo tanto para a aparência física quanto para a resistência e força.
Melhora a qualidade do sono: em decorrência da liberação da endorfina, a sensação de bem-estar e relaxamento aumenta. O sono acaba sendo mais tranquilo e reparador.
Aumenta a autoestima: a liberação de hormônios do bem-estar e os resultados físicos fazem que a pessoa se sinta viva, bem com ela mesma, cheia de energia e segura.
CIRCUITO ADIDAS – ETAPA VERÃO – 10 Km
Última etapa do Circuito Adidas 2009, realizada em 20 de dezembro de 2009.
Pude comprovar, ao confirmar o resultado final da corrida e comparar com as três etapas anteriores, que a temperatura média em cada prova foi um fator primordial no meu desempenho. Bati meu recorde pessoal na distância de 10 Km em 2009 na prova mais fria do ano, na etapa inverno do circuito, em que a temperatura ficou entre os 12 e os 14 graus. Em contrapartida, na prova mais quente do circuito, na etapa primavera, com um sol causticante e temperatura beirando os 30 graus, fiz o meu pior tempo em 2009 nos 10 Km e decididamente foi a prova que mais me castigou fisicamente. Felizmente a etapa verão transcorreu num clima um pouco mais agradável do que a etapa primavera, e baixei em mais de 3 min o meu tempo em relação a ela.
A organização da prova, como nas etapas anteriores, foi impecável, começando pela tranquila entrega dos kits na Loja Adidas da Rua Oscar Freire, no elegante e bem frequentado bairro dos Jardins. A camiseta da etapa foi uma das mais bonitas e o felizardo em ganhá-la desta vez foi o Anndrei. Como foram quatro camisetas durante o ano, fiquei com a primeira, dei a segunda para a Cacau e a terceira para a Marcella. A última ficou para o caçula.
O engraçado foi ter que me justificar para as moças que me entregaram o kit, nas duas vezes em que peguei a camiseta baby look, que não tinha me enganado no pedido de tamanho da camiseta.
Pernoitei no Grey Hotel, da Rua Arcoverde, já conhecido das minhas provas sediadas na USP. Por ser relativamente próximo do Pacaembú, me dei ao luxo de pegar um táxi no dia da corrida, coisa que raramente faço nas minhas andanças por SP. Esse pequeno luxo me poupou a habitual caminhada de 15 min, da estação de metrô “clínicas” até o local da prova.
Diferente das etapas anteriores, a arena da prova não foi montada no interior do Pacaembú, e sim na Praça Charles Miller, na frente do Estádio, mas que em nada prejudicou a infraestrutura da corrida.
Antes da corrida, tive o cuidado de me posicionar melhor para a largada e não tive que me desviar de tantas pessoas lentas no início da prova. Se tivesse feito isso na etapa inverno, com certeza teria conseguido um tempo abaixo de 52min naquela prova. Decidido a fazer a corrida num ritmo bem tranquilo, fiquei surpreso quando cruzei o Km 1 e olhei o frequencímetro, constatando o tempo de 5m10s. Estava puxando muito para o ritmo pretendido. Que falta faz um personal trainer como o Cesar nessas horas.
Corri a prova com um novo tênis. Depois de correr durante o ano com Mizuno, Asics e Adidas, resolvi testar uma marca nova, a Nike, e o tênis escolhido foi o modelo Pégasus +25. Infelizmente, não foi aprovado, pois no final da prova, após o desaquecimento, senti dores de início de calo na planta do pé direito, próximo ao dedão.
Como de hábito, fiz a minha reidratação e lanches pós-prova na área vip dos assinantes da O2.
Dessa vez, me rendi a um momento de tietagem e tirei uma foto com o atleta Adriano Barros, e pelo breve contato pude confirmar se tratar de uma cara simples, alto astral e sem o estrelismo de outros ilustres atletas. Para quem não sabe, o Adriano Bastos é hexacampeão da tradicional Maratona da Disney, e em 2009 conquistou marcas expressivas em diversas maratonas do circuito nacional, sendo selecionado para representar o Brasil no Mundial de Atletismo em Berlim, onde conquistou um honroso 16. lugar competindo com os maiores maratonistas do planeta.
Chegando em Campinas, pude admirar a mandala completa, com as 4 medalhas do circuito 2009.
RESUMO:
Tempo Final: 56:44.70
Classificação Geral Cat Masc: 1698 de 3635 (46,7%)
Tênis: Nike Pégasus +25
CORRIDA SESC RUAS DE SANTANA – 6 Km
Voltando à corrida SESC Santana.
Pernoitei no CPOR/SP, próximo ao local da corrida. Choveu bastante à noite e fiquei torcendo por um tempo melhor na manhã seguinte. O dia amanheceu nublado, com uma leve garoa, que deu uma trégua na hora da largada. Apesar disso, o piso estava bastante molhado e eu estava inaugurando um novo par de tênis em corrida de rua. Fiquei inicialmente inseguro, me perguntando se os tênis se portariam bem em terreno escorregadio. Ainda mais quando percebi que o percurso era bastante acidentado. Aliás, seria até mais apropriado que a corrida tivesse sido batizada de “Ladeiras de Santana” em vez de “Ruas de Santana”. O percurso era constituído de duas voltas de 3 Km através de ruas por trás do SESC, num sobe e desce alucinante. Mais tarde fiz o percurso digital da corrida no site www.mapmyrun.com, que acusou que a amplitude altimétrica era de 49 metros em cada volta.
Com certeza foi um ótimo teste para meu tênis novo e para o meu fôlego. Fiquei satisfeito, pois ambos se portaram bem, mas nem tudo foi perfeito, pois alguns minutos após ter concluído a corrida comecei a sentir dores na panturilha esquerda (E infelizmente não parou por aí).
Outro dissabor foi ter pego a medalha, que veio lacrada num saquinho plástico, e já no ônibus de volta a Campinas, quando abri o invólucro, constatar que ela estava toda arranhada. Ficou a lição: nunca mais deixo de conferir o estado da medalha no momento exato em que recebê-la, para trocar de imediato, se for necessário.
RESUMO:
Tempo Final: 29:16.98
Classificação Geral Cat Masc: 167 de 458 (36,4%)
Link para resultados:
Tênis: Adidas Adizero Ace
TESTE DA PISADA
No dia 26 de julho de 2009, participei da Corrida Ruas de Santana, em São Paulo, organizada pelo SESC Santana. A retirada do kit foi na véspera da corrida, no próprio SESC. Surpreendi-me pela boa qualidade do kit para uma corrida com taxa de incrição de apenas R$ 10,00. No SESC, estavam também disponibilizando o teste da pisada. Aproveitei e fiz o teste e tive uma nova surpresa. Era a 3a. vez que fazia o teste, e com um resultado diferente.
No meu 1. teste da pisada, fui a uma loja em Campinas, onde fiz o teste numa esteira eletrônica, caminhando, com os pés descalços. O resultado foi pronação. Saí da loja meio incrédulo, pois nunca imaginei que era pronador. Para tirar a prova, fiz um 2. teste na tenda da adidas, após a corrida de inverno, numa espécie de carpete que a gente pisava correndo, uma vez com cada pé, calçado com a meia. Dessa vez , o resultado foi um tanto quanto inusitado. Disseram que eu tinha pisada normal no pé direito e pisada levemente pronada no pé esquerdo. Orientaram-me a comprar um tênis que atendesse às duas condições, pronação e pisada normal. Nessa época eu já estava correndo com o Asics Kinetic, apropriado para pisada normal. Passei a procurar outro tênis e me decidi pelo Adidas Adizero Ace, que acabei comprando.
Pois bem, estaria exatamente inaugurando em provas de rua, na corrida do SESC, o tênis Adidas que eu já tinha amaciado em alguns treinos anteriores, quando vi a chance de tirar a prova dos testes anteriores. Dessa vez o teste também foi num carpete eletrônico, mas que me pareceu mais completo, pois antes de iniciar, o operador introduziu no computador o meu peso, informando que o carpete agora estava regulado para 68 Kg. O teste consistia em passar no carpete caminhando, quatro vezes com cada pé, totalmente descalço. No final, o operador me mostrou, na tela do computador, a imagem da minha pisada com o resultado médio para cada pé, com os pontos de maior pressão de pisada na cor vermelha. E deu-me o diagnóstico: pisada levemente supinada. Fiz um questionamento ao operador sobre o que garantia que a minha pisada caminhando seria a mesma correndo. Antes que ele respondesse, complementei com o argumento de que caminhar descalço era bem diferente do movimento de correr calçado num tênis. Ele tentou explicar, mas não me convenceu, e ao final daquele teste fiquei mais confuso ainda sobre o meu tipo de pisada. Acho que vou precisar de mais uns dez testes para ter certeza.
CIRCUITO ADIDAS – INVERNO - 10Km
Etapa inverno do circuito adidas 2009, dia 12 de julho. Mesma arena e mesmo percurso de 10 Km em todas as etapas. Dessa vez fiquei alojado na Casa de Hóspedes do HGeSP, no Cambuci, e por ficar um pouco mais distante do que na corrida do outono, cheguei mais tarde, por volta das 07:30h, no Estádio do Pacaembú, local da arena.
Para meu azar, ainda deu confusão na hora de pegar o meu chip, que não foi localizado. Fui encaminhado para um outro setor, onde resolveram esse problema me cadastrando com outro chip, e tive que devolver o número de peito original e receber outro. O atraso me fez chegar ao guarda-volumes com uma fila enorme. Diferentemente da 1ª etapa, o guarda-volumes estava desorganizado, com apenas duas pessoas atendendo aos inscritos com numeração acima de 3000. Quando consegui me desvencilhar de lá, olhei no relógio e já eram 07:58h. O mais rápido que pude, coloquei o chip no tênis e me dirigi à largada, no lado de fora do estádio.
No caminho, ouvi a sirene de início da prova e percebi que teria que me contentar em largar na rabeira da multidão, que ainda se acotovelava em direção ao pórtico de largada. Nessa hora, pensei: noite mal dormida (tive uma maldita insônia na véspera), confusão com o chip e guarda-volumes, largada fora do lugar programado para o meu pace. Quantos percalços. Mas bastou eu me misturar à horda de corredores e a alegria contagiante da multidão em festa fez com que meu ânimo voltasse com força total.
A lição aprendida em corridas anteriores me fez largar numa passada bem tranquila e conservadora. Estranhei ao cruzar por um monte de gente correndo com excesso de agasalhos, alguns dignos da Sibéria, afinal não estava tão frio assim, cerca de 12 a 14 graus. Pensei na minha vantagem em poder correr diariamente na EsPCEx, bem cedo, mesmo no inverno, e que esse hábito permitiu que eu me acostumasse a temperaturas bem mais baixas com poucos trajes. Fiquei imaginando o que aquelas pessoas iriam fazer com tanto agasalho quando o calor de seus corpos e a temperatura ambiente aumentassem durante a corrida.
Apesar da noite mal-dormida, fui elevando progressivamente a minha velocidade de cruzeiro, à medida em que me desvencilhava dos mais lentos e de alguns encapotados (ou melhor dizendo, empacotados), sentindo-me muito bem disposto a cada Km alcançado.
Cheguei no tapete eletrônico de controle que delimitava a metade da prova com o tempo de 25′39″ e calculei que havia exagerado no meu pace, levando-se em conta que o percurso dessa prova é meio acidentado e que o meu tempo nos 5 km na etapa de outono tinha ficado em quase 27 minutos, com a agravante de que eu tinha concluído aquela prova com muito cansaço. Corri a segunda metade da prova pensando em tentar controlar a minha velocidade, mas ao mesmo tempo seduzido pela possibilidade de fazer o meu melhor tempo naquele percurso. E foi nesse sentimento dúbio que fui avançando e cheguei aos Km finais, na estafante subida que leva à Praça Charles Miller e ao pórtico de chegada. Já que eu continuava me sentindo bem, decidi manter o esforço e não reduzir o pace. Cheguei um tanto quanto ofegante, mas recompensado por ter constatado que havia não somente baixado o meu tempo no circuito adidas, mas como também batido o meu recorde pessoal para a distância de 10 Km, desde a minha primeira prova de rua, na Corrida Integração de Campinas, há pouco mais de nove meses. Peguei a minha medalha, o lanche e fui curtir a área vip de assinantes da revista O2.
RESUMO:
Tempo Final: 52:02.70
Classificação Geral Cat Masc: 1212 de 3236 (37,4%)
Tênis: Mizuno Wave Creation 8
Link para o percurso da prova no MapMyRun: http://www.mapmyrun.com/run/brazil/sp/988124744857432696
CORRIDA EM VALINHOS – 6,5 Km
No dia 7 de junho, às 10h, tivemos a 28ª edição da corrida pedestre de Valinhos. Um percurso de 6,5 Km com um visual deslumbrante em volta de uma lagoa. Novamente levamos uma delegação da EsPCEx, com 30 integrantes, para mais uma corrida de rua.
Para mim aquele dia era especial, pois seria a corrida inaugural do meu caçula Anndrei, de 15 anos. Mais especial ainda, pois a iniciativa de correr havia sido toda dele, que alguns dias antes me perguntou quando seria a próxima corrida que eu participaria, arrematando que gostaria de me acompanhar e finalmente inaugurar o tênis novo que eu havia lhe presenteado.
Já na largada, a ansiedade me tomava conta. Estava consciente que o Anndrei, na sua juventude e inexperiência em corridas, teria que ser bem ciceroneado, para não exagerar, completando sua primeira corrida sem sobressaltos.
Iniciada a corrida ele largou com empolgação, disparando muito veloz. Tive que reduzir seu ímpeto, orientando que deveríamos ir num ritmo tranquilo, argumentando que ainda teríamos uns quarenta minutos de corrida pela frente e que deveríamos curtir a prova, com todo o visual que ela tinha a nos oferecer, e usei o chavão: “devagar e sempre” que vamos começar e terminar bem.
Aproveitei, durante a corrida, para tirar muitas fotos daquele momento, novo para nós dois. Pouco a pouco, com calma, fomos vencendo a distância prevista do percurso, bastante seletivo, com algumas subidas acentuadas.
Ao nos aproximarmos da reta final, falei para o Anndrei que ele continuasse naquele ritmo, que eu iria na frente a fim de me preparar para filmar a sua chegada. Como eu estava descansado, pelo pace cadenciado e tranquilo que havíamos imprimido, aproveitei para soltar a adrenalina e corri os cerca de duzentos metros finais com uma velocidade de dar inveja a muito queniano. Cruzei o pórtico de chegada e me preparei para a filmagem, mas quase não deu tempo, pois quando me virei o Anndrei já estava chegando também. Filmei sua chegada e perguntei: “- Eu não falei que era para manter o ritmo, filho?”, e ele respondeu: “- Ah, pai, eu quis te acompanhar”. Festejamos e fomos ofegantes e felizes para a área de dispersão.
Reencontramos o resto da equipe e tiramos mais algumas fotos para a posteridade. Mais tarde, conferi o meu tempo, divulgado pela direção da prova, de 33′30, com classificação 173 de 230 corredores masculinos. O tempo do Anndrei, por algum erro obscuro da cronometragem, não foi computado, mas sabemos que ele chegou alguns segundos depois de mim.
A equipe da EsPCEx teve mais um momento de triunfo, com todos fazendo uma ótima performance, particularmente o Roberto e o Xavier dentre os veteranos, com excelentes tempos, e dois alunos, dentre os mais novos, beliscando um segundo e um terceiro lugares em suas faixas etárias. No final da premiação, ainda subi orgulhoso ao palanque para receber, em nome da Escola, uma bonificação de R$ 250,00 por termos sido a equipe com maior número de inscritos na corrida.
RESUMO:
Tempo Final: 33:30
Classificação Geral Cat Masc: 173 de 230 (75,2%)
Tênis: Mizuno Wave Creation 8
CORRIDA DA LUA 2009 – 10 Km
A 13ª edição da Corrida da Lua foi realizada em Campinas, no dia 07/03/2009, às 20 h.
Foi mais uma bela experiência de corrida, com a grande vantagem de uma prova à noite: temperatura amena, possibilitando uma prova muito mais tranquila, e sem os efeitos do sol, provocando um menor desgaste físico.
A prova estava bem organizada, sem tumulto na largada, apesar de contar com cerca de 2.500 corredores, dentre inscritos e não inscritos.
Pudemos constatar que a prova em volta da Lagoa do Taquaral se constituia num falso plano, pois tinha vários aclives e declives no decorrer do percurso.
Corri mais uma vez em dupla, com o Cesar, que estava com uma forte gripe e vindo de um quadro febril durante o dia. Por isso, demos uma maneirada no pace durante a corrida, mas terminamos com um bom tempo, de 57′04, superando a nossa meta programada de 1h. A nossa classificação geral ficou em 742 e 743 de 1362 corredores concluintes do sexo masculino.
A Cacau fez um esforço e veio do trabalho para realizar a prova, mas se atrasou e nos desencontramos. Por obra do destino, quando voltava para casa de carona com o Cesar e com a Adelissa, naquele sem número de carros saindo do Taquaral, paramos num sinal. O Cesar achou que o carro parado à nossa frente era o da Cacau, que eu confirmei ao conferir a placa. Desci e troquei de carro, e voltamos para casa, eu e a Cacau, comemorando a nossa primeira medalha na mesma corrida, apesar do desencontro.
RESUMO:
Tempo Final: 57:04
Classificação Geral Cat Masc: 742 de 1362 (54,5%)
Tênis: Asics Kinetic































papitooo ♥
Corrida faz bem à saúde!
Correr com meu amigo Marcelos faz bem à amizade!
Abraço do louco por asfalto,
Cesar
Olá Marcelos,
Obrigado pela visita ao meu Blog.
Vou adicionar o seu na minha lista.
Boas corridas!!!
Abraço,
Joaquim
http://fla.blogdojoca.com/